PETROGRAFIA, GEOQUÍMICA E POTENCIAL AGROGEOLÓGICO DE ROCHAS SEDIMENTARES E VULCÂNICAS DO ALTO PARANAÍBA, MINAS GERAIS, BRASIL
Resumo
Este artigo avalia o potencial agrogeológico de três unidades litológicas do Alto Paranaíba, estado de Minas Gerais: siltitos e arenitos verdes da Formação Serra da Saudade (Grupo Bambuí), as rochas ultrabásicas da Formação Patos, arenitos e conglomerados da Formação Capacete (Grupo Mata da Corda), através de petrografia microscópica, difração de raios X e fluorescência de raios X. As rochas areno-pelíticas verdes apresentam mineralogia dominada por quartzo, glauconita, illita, caulinita e muscovita, com teores expressivos de sílica livre (40–55%), o que ultrapassa o limite máximo permitido pela Instrução Normativa MAPA nº 5/2016. As rochas ultrabásicas da Formação Patos apresentam assembleia mineral composta por diopsídio, perovskita, flogopita, sanidina, apatita, óxidos e argilominerais secundários, além de baixos teores de sílica livre e elevados conteúdos de K, Ca, Mg e P, atendendo simultaneamente aos critérios legais para registro como remineralizador e configurando-se como o material mais promissor do estudo. As rochas da Formação Capacete, embora quimicamente enriquecidas em macronutrientes, exibem elevado teor de quartzo (~40%), o que pode inviabilizar seu uso como remineralizador.
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