TEORES NATURAIS DE ELEMENTOS-TRAÇO NO PLANALTO NORTE CATARINENSE: EVIDÊNCIAS PARA REGIONALIZAÇÃO DE VRQS
Resumen
A presença de elementos-traço nos solos pode representar tanto uma condição natural quanto um indicativo de contaminação ambiental, tornando fundamental a distinção entre teores naturais e antrópicos. Este estudo teve como objetivo avaliar a distribuição de elementos-traço em solos representativos do Planalto Norte Catarinense, gerando evidências pedogeoquímicas para subsidiar a regionalização e a interpretação dos VRQs estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 420/2009 e pela Portaria IMA nº 164/2025. Foram analisados cinco perfis de solo, com amostras coletadas nas camadas de 0–20 e 20–40 cm, considerando atributos físicos e químicos, como textura, carbono orgânico, pH e teores de alumínio. Os resultados indicaram que a distribuição dos elementos-traço é associada principalmente pelo material de origem, pela fração argila, pela acidez e pelo conteúdo de carbono orgânico. Os Cambissolos e o Latossolo estudados — embora majoritariamente desenvolvidos sobre unidades sedimentares paleozoicas (Formações Mafra, Rio Bonito, Rio do Rastro e Terezina) — apresentaram concentrações naturalmente elevadas de Fe, Mn, Cr, Cu, Zn, Ni, Pb, V e Ba, em consonância com padrões descritos para solos máficos do sul do Brasil, incluindo estudos específicos sobre teores naturais de bário em solos catarinenses. Embora baseado em número limitado de perfis (n=5), o estudo fornece evidências consistentes de controle litopedológico (material de origem e fração argila) sobre os teores naturais de elementos-traço, reforçando a necessidade de interpretar VRQs à luz da variabilidade pedogeológica regional e apoiando a priorização de campanhas ampliadas de amostragem no Planalto Norte Catarinense.
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